segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
EXALTANDO O MEU, O NOSSO RECIFE
<span style="font-family: comic sans ms,sans-serif;">Lenine - Aqui bate um coração
http://youtu.be/yAXf86yh1SY
http://youtu.be/yAXf86yh1SY
domingo, 27 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Naná Vasconcelos e corso animam o Recife
Tá chegando o carnaval! Este ano o carnaval é em fevereiro, o Recife cidade multicultural, faz jus a este título, promovendo o melhor, e mais rico carnaval em manifestações. Um dos homenageados de nosso carnaval, Naná Vasconcelos, figura importantíssima de nossa cultura, nos deleita com seu brilhantismo! Uma dica legal para as escolas é pesquisar sobre os homenageados deste carnaval. Abaixo a reportagem do Diário de Pernambuco sobre a abertura do carnaval 2013.
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2013/01/18/interna_vidaurbana,418723/nana-vasconcelos-e-corso-animam-o-recife.shtml
Diario de Pernambuco - Diários Associados
Publicação: 18/01/2013 22:13 Atualização: 19/01/2013 01:21
Entre as atrações, estiveram a Nação Leão da Campina, a Nação Porto Rico, a Nação Estrela Dalva e a cantora Maria Pagodinho. O primeiro a subir no palco foi o Afoxé Ogbon Obá. "É muito bom receber essa energia de vocês. Dá para ver o quanto todos esperavam por este Carnaval", disse Pai Everaldo do Xangô, vocalista do grupo.
Enquanto músicos tocavam e cantavam, a plateia de cerca de cem pessoas se desafiava a copiar os passos das dançarinas. Vários turistas observaram a apresentação. A segurança foi garantida pela Polícia Militar e, para conforto do público, quatro banheiros químicos foram colocados ao lado do palco.
Enquanto músicos tocavam e cantavam, a plateia de cerca de cem pessoas se desafiava a copiar os passos das dançarinas. Vários turistas observaram a apresentação. A segurança foi garantida pela Polícia Militar e, para conforto do público, quatro banheiros químicos foram colocados ao lado do palco.
Corso
Outra atração desta sexta-feira foi o tradicional corso, que fez um percurso pela Avenida Conde da Boa Vista, Praça da República, Avenida Rio Branco e Praça do Arsenal. Os carros antigos e as fantasias deram uma beleza especial ao Centro durante os 30 minutos de percurso.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Decreto garante a preservação da Mata do Engenho Uchoa
A mata do Engenho Uchôa esta localizada no perímetro urbano, são 192 hectares de mata que se mantém preservados graças a quase 30 anos de luta iniciada pelo Grupo Amigos da Mata do Engenho Uchôa, que com o apoio da comunidade lutam para a preservação da área, contra a especulação imobiliária e a construção de uma usina para tratamento do lixo do Recife e Região Metropolitana. Com a assinatura do decreto pelo Prefeito João da Costa, temos garantida a preservação da Mata, decreto de tamanha relevância para o meio ambiental de nossa cidade. Tal iniciativa garante uma melhor qualidade de vida para a nossa população, saem vitoriosas a população e as entidades ambientais na luta pela preservação ambiental. Estamos todos de parabéns!.
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2012/11/29/interna_vidaurbana,410216/decreto-garante-a-preservacao-da-mata-do-engenho-uchoa.shtml
Em 19/11/2012
O prefeito João da Costa assina hoje o decreto que garante a preservação da Mata do Engenho Uchoa, área remanescente de Mata Atlântica, localizada na Bacia do Rio Tejipió. A solenidade acontece no final da manhã, no gabinete do prefeito.
O ato torna possível a reintegração de 5,5 hectares da Mata, que voltará a ter sua função original, de preservação ambiental, contribuindo para o equilíbrio ecológico da cidade. De acordo com a prefeitura, a medida também vai beneficiar mais de 270 mil moradores que vivem nos 11 bairros localizados no entorno: Areias, Caçote, Jiquiá, Estância, Barro e Tejipió, da Região Político-Administrativa (RPA) 5; e Ibura, Jordão, Cohab, IPSEP e Imbiribeira, da RPA 6.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Durázio Siqueira, a ação é de extrema importância, pela riqueza de ecossistemas que abriga. A área é a única do Estado de Pernambuco a possuir os três biomas: mangue, restinga e Mata Atlântica. Na esfera municipal, a Mata do Engenho Uchoa faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de 192 hectares e é uma forte referência paisagística do Recife. Além disso, é fonte de pesquisa e produção de conhecimento para escolas, faculdades e universidades da Região Metropolitana.
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2012/11/29/interna_vidaurbana,410216/decreto-garante-a-preservacao-da-mata-do-engenho-uchoa.shtml
Em 19/11/2012
O prefeito João da Costa assina hoje o decreto que garante a preservação da Mata do Engenho Uchoa, área remanescente de Mata Atlântica, localizada na Bacia do Rio Tejipió. A solenidade acontece no final da manhã, no gabinete do prefeito.
O ato torna possível a reintegração de 5,5 hectares da Mata, que voltará a ter sua função original, de preservação ambiental, contribuindo para o equilíbrio ecológico da cidade. De acordo com a prefeitura, a medida também vai beneficiar mais de 270 mil moradores que vivem nos 11 bairros localizados no entorno: Areias, Caçote, Jiquiá, Estância, Barro e Tejipió, da Região Político-Administrativa (RPA) 5; e Ibura, Jordão, Cohab, IPSEP e Imbiribeira, da RPA 6.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Durázio Siqueira, a ação é de extrema importância, pela riqueza de ecossistemas que abriga. A área é a única do Estado de Pernambuco a possuir os três biomas: mangue, restinga e Mata Atlântica. Na esfera municipal, a Mata do Engenho Uchoa faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de 192 hectares e é uma forte referência paisagística do Recife. Além disso, é fonte de pesquisa e produção de conhecimento para escolas, faculdades e universidades da Região Metropolitana.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Veja as vantagens e desvantagens do projeto do Novo Recife, que pode ser aprovado ainda este ano
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2012/11/28/interna_politica,409995/veja-as-vantagens-e-desvantagens-do-projeto-do-novo-recife-que-pode-ser-aprovado-ainda-este-ano.shtml
Aline Moura - Diario de Pernambuco
Publicação: 28/11/2012 09:52 Atualização: 28/11/2012 12:38
Vantagens, segundo a Prefeitura do Recife
A área prevista para construção do Novo Recife tem 10,1 hectares, 6,5 para o empreendimento privado e 3,6 destinados ao espaço público. No local, 30% serão de áreas verdes e há possibilidade de se construir 13 espigões. O terreno está fora dos limites de zona de proteção previstas por lei.
O projeto irá valorizar uma área subutilizada, além de valorizar o patrimônio histórico. Isso porque, segundo a PCR, o viaduto que obstrui a visão do Forte das Cinco Pontas será demolido. No local, ainda haverá criação de espaços culturais dos galpões já existentes, construção de uma marina e fontes luminosas na Bacia do Pina.
Desvantagens, segundo o Fórum Direitos Urbanos
O empreendimento no Cais Estelita terá 13 prédios com altura que varia entre 20 e 40 andares e pode criar ilhas de calor e ilhas econômicas. A verticalização isola a área dos bairros próximos como São José, Coelhos e Cabanga. É vista como tão invasiva quanto as torres gêmeas, no bairro de São José, e destoa da arquitetura
do Recife.
Há temor em danos ao patrimônio histórico, porque na área existem antigos galpões de açúcar e a segunda linha de trem mais antiga do Brasil. Uma das preocupações é que o adensamento de veículos e pessoas seja triplicado, mas sem a mesma estrutura viária.
Fonte: Prefeitura do Recife e Fórum de Direitos Urbanos
O projeto irá valorizar uma área subutilizada, além de valorizar o patrimônio histórico. Isso porque, segundo a PCR, o viaduto que obstrui a visão do Forte das Cinco Pontas será demolido. No local, ainda haverá criação de espaços culturais dos galpões já existentes, construção de uma marina e fontes luminosas na Bacia do Pina.
Desvantagens, segundo o Fórum Direitos Urbanos
O empreendimento no Cais Estelita terá 13 prédios com altura que varia entre 20 e 40 andares e pode criar ilhas de calor e ilhas econômicas. A verticalização isola a área dos bairros próximos como São José, Coelhos e Cabanga. É vista como tão invasiva quanto as torres gêmeas, no bairro de São José, e destoa da arquitetura
do Recife.
Há temor em danos ao patrimônio histórico, porque na área existem antigos galpões de açúcar e a segunda linha de trem mais antiga do Brasil. Uma das preocupações é que o adensamento de veículos e pessoas seja triplicado, mas sem a mesma estrutura viária.
Fonte: Prefeitura do Recife e Fórum de Direitos Urbanos
EQUÍVOCOS URBANOS
http://www.dpnet.com.br/vidaurbana/materias/2012/equivocos_urbanos/
O Recife foi palco de diversas intervenções que mudaram o cenário urbano da cidade ao longo da história. Veja abaixo como era o Recife de antigamente e como algumas parte das cidade foram transformadas.
Avenida Dantas Barreto
Foi construída na década de 1970, durante a gestão do então prefeito Augusto Lucena. É considerada um equívoco porque não cumpre a função para a qual foi pensada de ser um importante corredor viário da cidade. O projeto previa uma via ligando o Centro a Tejipió, mas parou na praça Sérgio Loreto. Hoje, o fluxo de veículos é feito pelas bordas do rio e não pelo eixo central. Sua construção representou o início da decadência do Bairro de São José, que perdeu diversas ruas e casas e a Igreja dos Martírios, do século XVIII, que foi destombada pelo regime militar para poder ser demolida.
Viaduto das Cinco Pontas
Também construído na década de 1970, esse foi o primeiro viaduto do Recife. A intenção era fazer a ligação entre Boa Viagem e o Centro, passando sobre a linha férrea. No entanto, sua concepção apresenta erros. Por conta de ter uma confluência em curva, já suportou até um semáforo sobre ele para controlar o fluxo de veículos. Foi construído em desacordo com a lei, já que impede a visibilidade de um bem tombado, no caso o Forte das Cinco Pontas, e ainda impossibilita a integração do forte com o mar. Erguido num pátio ferroviário, colocou abaixo a primeira estação de trem do Recife.Porto do Recife
Quando o Porto de Suape começou a ser construído, há 40 anos, não houve integração entre as políticas portuárias do estado e do governo federal. Faltou um estudo apontando que os dois portos seriam complementares. Ao contrário, foi criada a percepção de que, com Suape, o Porto do Recife seria fechado. Uma sucessão de omissões dos governos e de indefinições acabou provocando a decadência do terminal e das atividades do entorno, no caso, do próprio Bairro do Recife, e a futura desativação da linha férrea e do pátio do José Estelita. Hoje, o porto da capital passa por um processo de revitalização dos armazéns ociosos, que estão ganhando nova funcionalidade.TIP
O Terminal Rodoviário Prefeito Antônio Farias foi construído em 1979 e só começou a operar em 1986 quando o metrô chegou. Ele foi concebido dentro de um projeto de urbanização metropolitana para atrair o desenvolvimento da cidade para o eixo Oeste. O planejamento estava certo. O erro foi abandonar o projeto pela metade. Faltou, ainda, visão do estado e dos municípios de que se tratava de uma proposta de estruturação metropolitana. Agora, a Cidade da Copa está resgatando esse projeto, aproveitando uma parte da infraestrutura que já está disponível na região.
Portas do Recife
O Recife já teve três grandes arcos medievais em Santo Antônio e no Bairro do Recife que eram chamadas de portas da cidade. Por conta do porto, decidiu-se alargar as ruas do bairro para permitir o acesso de veículos para o terminal, sacrificando os arcos. Dois deles ficavam nas cabeceiras da ponte Maurício de Nassau, sendo o Arco da Conceição no Bairro do Recife, na altura do edifício Chanteclair, e o de Santo Antônio no lado oposto. Eles funcionavam como portões da ponte e foram demolidos em 1917. Já o Arco do Bom Jesus ficava no fim da antiga Rua dos Judeus, na altura da Praça do Arsenal, e foi destruído em 1850. Os arcos poderiam ter permanecido com a criação de rotatórias e seriam mais um atrativo turístico para a cidade hoje.segunda-feira, 30 de abril de 2012
Projeto Via Mangue
O viário da Via Mangue será composto por faixas de rolamento para veículos, calçadas para pedestres e ciclovia. No sentido Centro/Boa Viagem, a via terá 4,75km. Já no sentido Boa Viagem/Centro, a extensão é de 4,37km. Esta obra engloba ainda a construção de dois elevados por sobre a Rua Antônio Falcão, em Boa Viagem ; de oito pontes (sendo cinco para manutenção do mangue); duas alças de ligação, alargamento da Ponte Paulo Guerra e do Viaduto Capitão Temudo, além de uma passagem semi enterrada.
Esta será a primeira via expressa do Recife, com velocidade média de 60km/h. Ela não possuirá semáforos ou cruzamentos de tráfego e contemplará ainda a acessibilidade para deficientes e idosos. Com sua implantação, cria-se um cinturão de proteção do manguezal do Rio Pina, melhora-se o tráfego nos bairros de Boa Viagem e do Pina, e abre-se a possibilidade de implantação de um corredor exclusivo de ônibus na Avenida Domingos Ferreira, viabilizando o Corredor Norte-Sul.
A Via Mangue é um projeto desenvolvido pela Prefeitura do Recife em parceria com o Governo Federal, que conta com recursos do Orçamento Geral da União -- OGU, através do Programa de Aceleração do Crescimento -- PAC. Ela contempla ações de saneamento, habitação, urbanização e trará para a Zona Sul da Cidade uma nova alternativa de tráfego com a implantação de uma via que irá do Pina (Ponte Paulo Guerra) até Boa Viagem (altura da Rua Antônio Falcão), margeando o manguezal com 4.750m de extensão.
Uma área de 221 hectares receberá ações de saneamento integrado com a implantação de rede de saneamento, estações elevatórias e emissários de esgoto. Três habitacionais abrigarão 992 famílias que moram em palafitas e locais próximos ao trajeto da via. O primeiro deles, o Habitacional 3 (construído na Imbiribeira), já foi entregue e recebeu 352 famílias oriundas das comunidades de Xuxa e parte de Deus Nos Acuda. Os Habitacionais 1 e 2 já tiveram suas obras iniciadas no bairro do Pina. Para estes, serão transferidas 640 famílias das localidades Deus nos Acuda, Jardim Beira Rio e Beira Rio.
Esta será a primeira via expressa do Recife, com velocidade média de 60km/h. Ela não possuirá semáforos ou cruzamentos de tráfego e contemplará ainda a acessibilidade para deficientes e idosos. Com sua implantação, cria-se um cinturão de proteção do manguezal do Rio Pina, melhora-se o tráfego nos bairros de Boa Viagem e do Pina, e abre-se a possibilidade de implantação de um corredor exclusivo de ônibus na Avenida Domingos Ferreira, viabilizando o Corredor Norte-Sul.
A Via Mangue é um projeto desenvolvido pela Prefeitura do Recife em parceria com o Governo Federal, que conta com recursos do Orçamento Geral da União -- OGU, através do Programa de Aceleração do Crescimento -- PAC. Ela contempla ações de saneamento, habitação, urbanização e trará para a Zona Sul da Cidade uma nova alternativa de tráfego com a implantação de uma via que irá do Pina (Ponte Paulo Guerra) até Boa Viagem (altura da Rua Antônio Falcão), margeando o manguezal com 4.750m de extensão.
Uma área de 221 hectares receberá ações de saneamento integrado com a implantação de rede de saneamento, estações elevatórias e emissários de esgoto. Três habitacionais abrigarão 992 famílias que moram em palafitas e locais próximos ao trajeto da via. O primeiro deles, o Habitacional 3 (construído na Imbiribeira), já foi entregue e recebeu 352 famílias oriundas das comunidades de Xuxa e parte de Deus Nos Acuda. Os Habitacionais 1 e 2 já tiveram suas obras iniciadas no bairro do Pina. Para estes, serão transferidas 640 famílias das localidades Deus nos Acuda, Jardim Beira Rio e Beira Rio.
domingo, 22 de abril de 2012
Dragagem para receber barcos Edital para limpeza do Capibaribe será lançado para preparar rio para o transporte fluvial
DIÁRIO DE PERNAMBUCO- 21.04.2012
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) aprovou o
projeto de dragagem do Rio Capibaribe, no trecho que
receberá o corredor exclusivo para transporte público
de passageiros por meio de barcos. O edital que escolherá
a empresa responsável pela limpeza, porém, só deve ser
lançado em três meses.
O projeto
da Secretaria das Cidades prevê o transporte de 13,5 mil
usuários por dia em sete estações, usando os rios
Capibaribe e Beberibe. O ramal norte levará o usuário da
Rua do Sol, no Centro, à Estação Tacaruna, em Santo Amaro.
O Oeste ligará a Estação Central de Metrô ao bairro de Apipucos.
projeto de dragagem do Rio Capibaribe, no trecho que
receberá o corredor exclusivo para transporte público
de passageiros por meio de barcos. O edital que escolherá
a empresa responsável pela limpeza, porém, só deve ser
lançado em três meses.
O projeto
da Secretaria das Cidades prevê o transporte de 13,5 mil
usuários por dia em sete estações, usando os rios
Capibaribe e Beberibe. O ramal norte levará o usuário da
Rua do Sol, no Centro, à Estação Tacaruna, em Santo Amaro.
O Oeste ligará a Estação Central de Metrô ao bairro de Apipucos.
A previsão da Secretaria das Cidades é de que a dragagem
seja iniciada até o final do ano.
seja iniciada até o final do ano.
A área recuperada terá faixa hidroviária com 39 metros de largura
e 2,5 metros de profundidade. O projeto fluvial estima retirar
859 mil metros cúbicos de resíduos das águas dos dois rios.
A maior parte, 533 mil metros cúbicos, está entre as estações
Rua do Sol e Tacaruna, duas das sete que serão implantadas.
A menor porção sairá do trecho entre os bairros do Derby e da Torre
- quase 25 mil metros cúbicos de resíduo.
e 2,5 metros de profundidade. O projeto fluvial estima retirar
859 mil metros cúbicos de resíduos das águas dos dois rios.
A maior parte, 533 mil metros cúbicos, está entre as estações
Rua do Sol e Tacaruna, duas das sete que serão implantadas.
A menor porção sairá do trecho entre os bairros do Derby e da Torre
- quase 25 mil metros cúbicos de resíduo.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que apontará os reflexos do projeto,
ainda está sendo finalizado. O documento deve ficar pronto em até três meses.
A etapa consumirá R$ 96 milhões do investimento total de implantação
do projeto, estimado em R$ 288 milhões.
ainda está sendo finalizado. O documento deve ficar pronto em até três meses.
A etapa consumirá R$ 96 milhões do investimento total de implantação
do projeto, estimado em R$ 288 milhões.
Os recursos são provenientes do fundo estadual, da Advocacia-Geral da União
(AGU) e de investimentos do FGST. "O projeto irá trazer benefícios porque
trabalha as frentes de água.
(AGU) e de investimentos do FGST. "O projeto irá trazer benefícios porque
trabalha as frentes de água.
Um dos marcos será resgatar o que nós chamamos de Veneza Brasileira", disse a
secretária-executiva Ana Suassuna.
A dragagem do Rio Beberibe está autorizada desde o mês passado pela CPRH.
A obra deve começar em duas semanas. A primeira área atacada fica entre
a foz do Rio Beberibe, próximo ao Porto do Recife, e a Avenida Olinda,
perto do Complexo de Salgadinho.
A obra deve começar em duas semanas. A primeira área atacada fica entre
a foz do Rio Beberibe, próximo ao Porto do Recife, e a Avenida Olinda,
perto do Complexo de Salgadinho.
As intervenções custarão R$ 16,4 milhões, cerca de 25% dos R$ 63 milhões
reservados à revitalização do rio, segundo a Secretaria de Recursos
Hídricos e Energéticos.
reservados à revitalização do rio, segundo a Secretaria de Recursos
Hídricos e Energéticos.
A área alvo tem 2,2 quilômetros e irá levar 12 meses para ser desafogada.
Outros trechos também passarão pelo mesmo serviço, quando forem concluídos
projetos.
projetos.
O conceito
Os "barcobus", como estão sendo chamados, terão 26 metros de comprimento
e trafegarão a uma velocidade média de 18 km/h, levando até 86 passageiros,
todos sentados. A tarifa custará R$ 2,15, mesmo valor pago, atualmente, no
anel A do sistema de ônibus. As estações terão 422 metros quadrados de área,
contarão com três plataformas flutuantes de embarque e desembarque em
nível e serão climatizadas. Elas também terão bicicletários e lojas.
e trafegarão a uma velocidade média de 18 km/h, levando até 86 passageiros,
todos sentados. A tarifa custará R$ 2,15, mesmo valor pago, atualmente, no
anel A do sistema de ônibus. As estações terão 422 metros quadrados de área,
contarão com três plataformas flutuantes de embarque e desembarque em
nível e serão climatizadas. Elas também terão bicicletários e lojas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Salvem o rio Capibaribe
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/11/13/vidaurbana6_0.asp
Anamaria Nascimento / anamarianascimento.pe@dabr.com.br
A Prefeitura retira 1,8 milhão de toneladas de resíduos do Rio Capibaribe por semana televisores, celulares, computadores e máquinas de costuras. Não, esses objetos não foram encontrados numa loja de eletrodomésticos, mas nas águas do Rio Capibaribe. De um dos principais cartões postais do Recife, são retiradas 1,8 toneladas de lixo por semana. Os dejetos vão dos mais comuns - latinhas de aço, garrafas plásticas, lâmpadas - aos mais esdrúxulos - vibradores, orelhões, buzinas, aparelhos de som. Muitas vezes, os objetos são descartados na natureza, pois os proprietários não sabem onde jogá-los fora quando eles entram em desuso. De acordo com a Emlurb, isso acontece porque nem todos os cidadãos sabem qual é o destino ideal para esses resíduos.
Os órgãos públicos de coleta de lixo são responsáveis apenas pela destinação de resíduos com até 0,3 metros cúbicos de volume (o equivalente a 300 litros), incluindo resíduos de podas de árvores, restos da construção civil e objetos domésticos. Segundo as leis 14.903, de 1986, e 16.377, de 1998; o responsável por lixos volumosos, perigosos (com vidro ou substâncias nocivas à saúde) e hospitalares é o gerador deles. “Os resíduos volumosos representam 31,06% de todo o lixo produzido no Recife. Eles são de responsabilidade dos produtores, que devem descartá-los da maneira correta”, explicou o diretor de Limpeza Urbana do Recife, Rodrigo Brayner.
A forma certa de se livrar desses objetos é chamar uma das mais de 20 empresas especializadas em recolher lixo de grande porte que atuam na Região Metropolitana do Recife. “A relação de todas essas companhias e os contatos delas podem ser adquiridos pelo telefone de serviços da Emlurb, o 156. É preciso pagar por esse serviço, que não é feito pelo poder público”, esclareceu Brayner. Ainda é possível fazer a doação desses materiais para cooperativas de catadores de lixo. O proprietário da JC Reciclagem, localizada no bairro de Casa Forte, João Calixto, por exemplo, sustenta a família recolhendo esses resíduos. “No terreno da minha casa faço a separação dos materiais. Tudo é reutilizado”, contou.
Porém, nem todos os cidadãos dão o destino correto ao lixo de grande porte. A educadora ambiental Socorro Cantanhede, 51 anos, faz questão de mostrar o que já recolheu de dentro do Rio Capibaribe. Na sede da ONG Recapibaribe, que ela fundou há 18 anos, estão exibidos todos os objetos encontrados: 300 máquinas de costura, seis orelhões, 400 ferros de passar, 600 telefones, 400 sofás, entre outros resíduos. “Como o caminhão do lixo não leva esses objetos, as pessoas acabam jogando na natureza. Isso mostra que muitos não conhecem sua responsabilidade”, disse. De acordo com a legislação municipal, é proibido depositar lixo nas águas dos rios, em ralos, caixas públicas receptoras de águas de chuva, leitos das vias, nas ruas ou em terrenos sem calçamento.
Responda
O que você me diz sobre o que foi abordado nesta reportagem?
sábado, 12 de novembro de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Orgulho de São José
Raissa Nascimento
A Igreja de São José do Ribamar demorou 41 anos para ser construída. Começou a ser erguida em 1756 e só terminou em 1797. Isso porque a igreja foi levantada por doações de carpinteiros, marceneiros, pedreiros e todas as áreas ligadas à construção civil e houve muita dificuldade para conseguir todo o dinheiro da obra.
A igreja foi construída em homenagem ao pai de Jesus Cristo, São José, que era carpinteiro. Por isso, é possível observar instrumentos da profissão como martelos, pregos e compasso esculpidos nas janelas em frente da igreja. A Igreja de São José do Ribamar fica na rua com o mesmo nome. No Recife, a festa não é muito conhecida, mas em outras cidades do Nordeste como São Luíz do Maranhão, a festa arrasta muita gente para a comemoração.
Fonte: professor da Universidade de
Pernambuco Alberon Lemos.
Veneza brasileira
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/29/vidaurbana7_0.asp
Recife poderá, finalmente, integrar os rios que cortam a cidade ao serviço de transporte público. Não se pode imaginar o Recife sem os rios. Mas comece a imaginar o Recife com os rios navegáveis. O sonho, quase romântico, de uma Veneza brasileira pode sim acontecer. Mas não apenas pelo aspecto turístico de passeios sob as pontes. A navegabilidade dos rios passa a ser uma condição essencial de mobilidade para uma cidade travada pelo trânsito caótico. Pela primeira vez, o rio está sendo encarado como um instrumento viável para o transporte hidroviário integrado ao ônibus e metrô. A Secretaria das Cidades incluiu a navegabilidade dos três rios que cortam o Recife, Capibaribe, Beberibe e Tejipió, entre os quatro projetos que poderão receber recursos do PAC da Mobilidade este ano. Orçado em R$ 398 milhões, o projeto aponta três eixos a serem explorados pelas hidrovias: as zonas Oeste, Norte e Sul.
Dos três eixos, a Zona Oeste é a mais viável para o transporte hidroviário de passageiros por causa da demanda existente. O Capibaribe é, na verdade, uma via paralela às avenidas Rui Barbosa e Rosa Silva, que estão com o trânsito saturado. Imagine então trocar o caos do trânsito nessas duas vias por outra sem semáforos, engarrafamentos, buracos ou protestos e, de quebra, uma das mais belas paisagens da cidade. Para se ter uma ideia do que pode significar na prática, a equipe do Diario conferiu em um catamarã o trajeto previsto para o eixo da Zona Oeste, que inclui cinco estações hidroviárias: a estação central do metrô do Recife e o trecho das futuras estações do Derby, Plaza, Caiara e da BR- 101. Devido ao assoreamento a embarcação chegou até o penúltimo trecho.
Em uma conta simples, marcamos o tempo gasto pelo barco no trecho entre Casa Forte e Jaqueira, de apenas três minutos, e de Casa Forte até o Derby, de 10 minutos. É claro que de carro ou ônibus o tempo tende a ser muito maior devido aos engarrafamentos e semáforos. De acordo com o projeto da Secretaria das Cidades, se aprovado o projeto de navegabilidade, o serviço de transporte público hidroviário será feito por meio de concessão, da mesma forma que ocorre com os ônibus. O modelo das embarcações só será definido posteriormente em edital. Um dos critérios é que as embarcações sejam fechadas, climatizadas e com equipamento de segurança. “Ao contrário dos ônibus, nenhum passageiro poderá ficar de pé. Serão todos sentados e com os equipamentos de proteção”, afirmou a secretária executiva das Cidades, Ana Suassuna.
A vocação histórica
A primeira tentativa do uso do rio como transporte hidroviário no Recife, segundo o historiador Leonardo Dantas, veio com o prefeito Geraldo Magalhães na década de 1970. Ele chegou a importar da Holanda uma lancha batizada de Garcia D’Avila para ser usada para o transporte de passageiros. Mas a ideia não emplacou. Quatro décadas depois, a navegabilidade como meio de transporte está mais perto de se tornar realidade graças aos investimentos em mobilidade planejados a partir da Copa de 2014.
E o rio é, sem dúvida, um equipamento estratégico. Para se ter uma ideia, em menos de cinco minutos é possível fazer a travessia de um canto a outro do rio, no píer da Jaqueira. O serviço dos barqueiros que funciona há mais de 30 anos é só um dos exemplos de como o rio pode ajudar a reduzir distâncias. Os estudantes Carlos Miranda Lago, 16 anos, e Victor Dias, 16, estudam no Colégio Damas na Avenida Rui Barbosa e moram no bairro da Torre, do outro lado do rio. Para fazer o caminho para a casa de ônibus, eles dizem que gastariam mais de uma hora. “Se tiver algum protesto ou acidente o tempo é ainda maior. Aqui, em 10 minutos a gente está em casa”, revelou Carlos Miranda.
Até o início do século passado as casas da região ribeirinha entre os bairros de Apipucos, Casa Forte e Jaqueira dispunham de píer para atracar as embarcações. Segundo o historiador Leonardo Dantas, tudo era feito de canoa. “Não havia estradas para os engenhos e toda a comunicação vinha pelo rio. As canoas eram como automóveis”.
Se o rio servia de comunicação entre os engenhos, ele também era importante no transporte de mercadorias. Até a década de 1960, contou Dantas, as barcaças faziam o transporte de produtos para o armazém da Alfândega, no Cais de Santa Rita. “O açúcar das usinas era tranportado por barcos, assim como a lenha, o coco, o abacaxi e o cimento”. Imagens cedidas pela Fundação Joaquim Nabuco revelam uma época em que o Cais era o ponto de atracação das barcaças vindas de vários lugares. A passagem até a Alfândega era feita pela Ponte Giratória. A estrutura era aberta para dar passagem aos barcos. Mas com a concorrência do transporte rodoviário, as barcaças deixaram de trazer mercadorias e a ponte perdeu sua função.
Em todo o mundo, as hidrovias são usadas tanto no transporte de cargas como no de pessoas. Umas das imagens mais famosas é a das gôndolas circulando por Veneza, na Itália, mas os passeios românticos e turísticos são apenas uma das possibilidades. O rio já vem sendo visto como uma opção de mobilidade urbana em várias cidades a exemplo de Nova York e Amsterdã. No Brasil, a região Norte é onde há a maior concentração desse tipo de transporte. Outras cidades como Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Salvador (BA), Aracaju (SE), Vitória (ES) e São Luís (MA) também utilizam o transporte hidroviário de passageiros. Somente no Rio de Janeiro, cerca de 23 milhões de passageiros são transportados por ano. Da capital para Niterói, o percurso leva apenas 20 minutos de barco.
No Recife, o resgate do rio poderá trazer novas perspectivas para importantes equipamentos urbanos. A proposta é que o rio consiga fazer a integração também com os parques e praças. Na rota dos rios estão os parques do Caiara, de Santana, da Jaqueira, de Apipucos e de Exposições do Cordeiro, a Praça do Derby e os parques de Dois Irmãos e Memorial Arcoverde. Apesar de prever apenas cinco terminais, o embarque e desembarque poderá ser feito da estação do Caiara, que ficará localizada em uma posição estratégica.
Para a professora do departamento de paisagismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ana Rita Sá Carneiro, o aproveitamento desse potencial é próprio da característica da cidade. “A cidade tem a predisposição de tornar o rio um elemento de interligação das praças e parques, seja do Oeste, Norte e o Sul”, afirmou a arquiteta.
Um dos grandes defensores da navegabilidade dos rios, o arquiteto e urbanista Milton Botler, presidente do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, defendeu a implantação da navegabilidade dentro do plano municipal de mobilidade urbana, que foi apresentado pela Prefeitura do Recife em fevereiro deste ano. “É importante resgatar o rio dentro do sistema hidroviário, mas também como elemento ecológico. Não podemos mais ficar de olhos fechados para o rio”, afirmou Botler.
Também idealizador do projeto de navegabilidade do governo do estado, o arquiteto Zeca Brandão lembra que nunca foi feito um plano diretor das águas. “Há necessidade de um plano diretor náutico. Há uma vocação natural da cidade que precisa ser melhor aproveitada”, ressaltou. Ele cita, por exemplo, o projeto Porto Novo, no Bairro do Recife, onde será instalado um píer de 350 metros para dar acesso aos galpões. “O visitante poderá chegar de barco, usufruir da infraestrutura e retornar navegando, bem longe do trânsito da cidade”, explicou.
Recife poderá, finalmente, integrar os rios que cortam a cidade ao serviço de transporte público. Não se pode imaginar o Recife sem os rios. Mas comece a imaginar o Recife com os rios navegáveis. O sonho, quase romântico, de uma Veneza brasileira pode sim acontecer. Mas não apenas pelo aspecto turístico de passeios sob as pontes. A navegabilidade dos rios passa a ser uma condição essencial de mobilidade para uma cidade travada pelo trânsito caótico. Pela primeira vez, o rio está sendo encarado como um instrumento viável para o transporte hidroviário integrado ao ônibus e metrô. A Secretaria das Cidades incluiu a navegabilidade dos três rios que cortam o Recife, Capibaribe, Beberibe e Tejipió, entre os quatro projetos que poderão receber recursos do PAC da Mobilidade este ano. Orçado em R$ 398 milhões, o projeto aponta três eixos a serem explorados pelas hidrovias: as zonas Oeste, Norte e Sul.
Dos três eixos, a Zona Oeste é a mais viável para o transporte hidroviário de passageiros por causa da demanda existente. O Capibaribe é, na verdade, uma via paralela às avenidas Rui Barbosa e Rosa Silva, que estão com o trânsito saturado. Imagine então trocar o caos do trânsito nessas duas vias por outra sem semáforos, engarrafamentos, buracos ou protestos e, de quebra, uma das mais belas paisagens da cidade. Para se ter uma ideia do que pode significar na prática, a equipe do Diario conferiu em um catamarã o trajeto previsto para o eixo da Zona Oeste, que inclui cinco estações hidroviárias: a estação central do metrô do Recife e o trecho das futuras estações do Derby, Plaza, Caiara e da BR- 101. Devido ao assoreamento a embarcação chegou até o penúltimo trecho.
Em uma conta simples, marcamos o tempo gasto pelo barco no trecho entre Casa Forte e Jaqueira, de apenas três minutos, e de Casa Forte até o Derby, de 10 minutos. É claro que de carro ou ônibus o tempo tende a ser muito maior devido aos engarrafamentos e semáforos. De acordo com o projeto da Secretaria das Cidades, se aprovado o projeto de navegabilidade, o serviço de transporte público hidroviário será feito por meio de concessão, da mesma forma que ocorre com os ônibus. O modelo das embarcações só será definido posteriormente em edital. Um dos critérios é que as embarcações sejam fechadas, climatizadas e com equipamento de segurança. “Ao contrário dos ônibus, nenhum passageiro poderá ficar de pé. Serão todos sentados e com os equipamentos de proteção”, afirmou a secretária executiva das Cidades, Ana Suassuna.
A vocação histórica
A primeira tentativa do uso do rio como transporte hidroviário no Recife, segundo o historiador Leonardo Dantas, veio com o prefeito Geraldo Magalhães na década de 1970. Ele chegou a importar da Holanda uma lancha batizada de Garcia D’Avila para ser usada para o transporte de passageiros. Mas a ideia não emplacou. Quatro décadas depois, a navegabilidade como meio de transporte está mais perto de se tornar realidade graças aos investimentos em mobilidade planejados a partir da Copa de 2014.
E o rio é, sem dúvida, um equipamento estratégico. Para se ter uma ideia, em menos de cinco minutos é possível fazer a travessia de um canto a outro do rio, no píer da Jaqueira. O serviço dos barqueiros que funciona há mais de 30 anos é só um dos exemplos de como o rio pode ajudar a reduzir distâncias. Os estudantes Carlos Miranda Lago, 16 anos, e Victor Dias, 16, estudam no Colégio Damas na Avenida Rui Barbosa e moram no bairro da Torre, do outro lado do rio. Para fazer o caminho para a casa de ônibus, eles dizem que gastariam mais de uma hora. “Se tiver algum protesto ou acidente o tempo é ainda maior. Aqui, em 10 minutos a gente está em casa”, revelou Carlos Miranda.
Até o início do século passado as casas da região ribeirinha entre os bairros de Apipucos, Casa Forte e Jaqueira dispunham de píer para atracar as embarcações. Segundo o historiador Leonardo Dantas, tudo era feito de canoa. “Não havia estradas para os engenhos e toda a comunicação vinha pelo rio. As canoas eram como automóveis”.
Se o rio servia de comunicação entre os engenhos, ele também era importante no transporte de mercadorias. Até a década de 1960, contou Dantas, as barcaças faziam o transporte de produtos para o armazém da Alfândega, no Cais de Santa Rita. “O açúcar das usinas era tranportado por barcos, assim como a lenha, o coco, o abacaxi e o cimento”. Imagens cedidas pela Fundação Joaquim Nabuco revelam uma época em que o Cais era o ponto de atracação das barcaças vindas de vários lugares. A passagem até a Alfândega era feita pela Ponte Giratória. A estrutura era aberta para dar passagem aos barcos. Mas com a concorrência do transporte rodoviário, as barcaças deixaram de trazer mercadorias e a ponte perdeu sua função.
Em todo o mundo, as hidrovias são usadas tanto no transporte de cargas como no de pessoas. Umas das imagens mais famosas é a das gôndolas circulando por Veneza, na Itália, mas os passeios românticos e turísticos são apenas uma das possibilidades. O rio já vem sendo visto como uma opção de mobilidade urbana em várias cidades a exemplo de Nova York e Amsterdã. No Brasil, a região Norte é onde há a maior concentração desse tipo de transporte. Outras cidades como Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Salvador (BA), Aracaju (SE), Vitória (ES) e São Luís (MA) também utilizam o transporte hidroviário de passageiros. Somente no Rio de Janeiro, cerca de 23 milhões de passageiros são transportados por ano. Da capital para Niterói, o percurso leva apenas 20 minutos de barco.
No Recife, o resgate do rio poderá trazer novas perspectivas para importantes equipamentos urbanos. A proposta é que o rio consiga fazer a integração também com os parques e praças. Na rota dos rios estão os parques do Caiara, de Santana, da Jaqueira, de Apipucos e de Exposições do Cordeiro, a Praça do Derby e os parques de Dois Irmãos e Memorial Arcoverde. Apesar de prever apenas cinco terminais, o embarque e desembarque poderá ser feito da estação do Caiara, que ficará localizada em uma posição estratégica.
Para a professora do departamento de paisagismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ana Rita Sá Carneiro, o aproveitamento desse potencial é próprio da característica da cidade. “A cidade tem a predisposição de tornar o rio um elemento de interligação das praças e parques, seja do Oeste, Norte e o Sul”, afirmou a arquiteta.
Um dos grandes defensores da navegabilidade dos rios, o arquiteto e urbanista Milton Botler, presidente do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, defendeu a implantação da navegabilidade dentro do plano municipal de mobilidade urbana, que foi apresentado pela Prefeitura do Recife em fevereiro deste ano. “É importante resgatar o rio dentro do sistema hidroviário, mas também como elemento ecológico. Não podemos mais ficar de olhos fechados para o rio”, afirmou Botler.
Também idealizador do projeto de navegabilidade do governo do estado, o arquiteto Zeca Brandão lembra que nunca foi feito um plano diretor das águas. “Há necessidade de um plano diretor náutico. Há uma vocação natural da cidade que precisa ser melhor aproveitada”, ressaltou. Ele cita, por exemplo, o projeto Porto Novo, no Bairro do Recife, onde será instalado um píer de 350 metros para dar acesso aos galpões. “O visitante poderá chegar de barco, usufruir da infraestrutura e retornar navegando, bem longe do trânsito da cidade”, explicou.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Aquecimento do Atlântico provocou temporal na RMR
CAROLINA SANTOS
Recife, domingo, 1º de maio de 2011
Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS
As chuvas que assustaram à população e causaram transtornos no Grande Recife foram previstas pelo Instituto Nacional de Meteorologia(Inmet) desde quinta-feira, quando um alerta de chuvas fortes, que vale até hoje, foi emitido pelo órgão. Entre a manhã da sexta-feira passada e de ontem choveu na Região Metropolitana 77,3 mm.
Cada milímetro corresponde a um litro de água em um metro quadrado. “O mês de abril ficou quase 100% acima da média histórica”, afirmou o meteorologista do Inmet Paulo Roberto Meira. “A média é de 325.7mm. Neste ano tivemos em abril 647.4 mm de precipitações”, detalhou. O motivo para as fortes chuvas tem uma explicação global: o aquecimento das águas dos oceanos, que aumentam a evaporação e contribuem para a formação das chuvas.
No mês de abril o oceano Atlântico teve um aumento de temperatura entre 0.5 °C e 2.0 °C. “O aumento maior ocorreu na costa da África. No Nordeste a temperatura ficou cerca de meio grau acima do esperado”, explica Paulo. “É um fenômeno que vem ocorrendo gradativamente”, diz. De acordo com o Inmet, as chuvas fortes são previstas com antecedência de 12h a 24h. A previsão consegue indicar o período das chuvas, mas não a quantidade. “Podemos prever somente se vai ser moderada ou forte”, completa Paulo.
Para dar mais precisão às previsões, o Ministério da Ciência e Tecnologia está começando a implantar o Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais. Com o sistema, que está funcionando experimentalmente em alguns estados do Sul e do Sudeste, será possível prever a localização exata e a quantidade das chuvas em áreas sujeitas à inundações e deslizamentos De acordo com o Ministério, o sistema será inaugurado em todo Brasil até o fim do ano. No Nordeste, deverá ser implementado em caráter experimental até agosto. Para os meses de maio, junho e julho a previsão é de que as chuvas permaneçam acima da média.
Para dar mais precisão às previsões, o Ministério da Ciência e Tecnologia está começando a implantar o Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais. Com o sistema, que está funcionando experimentalmente em alguns estados do Sul e do Sudeste, será possível prever a localização exata e a quantidade das chuvas em áreas sujeitas à inundações e deslizamentos De acordo com o Ministério, o sistema será inaugurado em todo Brasil até o fim do ano. No Nordeste, deverá ser implementado em caráter experimental até agosto. Para os meses de maio, junho e julho a previsão é de que as chuvas permaneçam acima da média.
domingo, 20 de março de 2011
Ponte da Boa Vista
As várias faces de uma ponte
por Tânia Passos
Ao longo dos anos, a Ponte da Boa Vista muda de cor de acordo com a gestão.
Ela é sem dúvida a mais atraente de todas as pontes do Recife e liga o bairro de Santo Antônio ao da Boa Vista. A Ponte da Boa Vista teve sua origem no tempo dos holandeses. No início era de madeira mas, no século 19, recebeu os gradis de ferro fabricados na Inglaterra. Já se passaram 134 anos e ela se tornou um dos cartões postais da cidade. O equipamento histórico tem várias faces e muda de cor de acordo com a preferência da gestão municipal. Já foi vermelha, azul, verde e amarela. A atual pintura, mistura o amarelo com vermelho e detalhes em azul nas laterais do gradil. A falta de identidade vem levantando discussões a respeito do uso indiscriminado de cores na ponte secular. Afinal qual seria a sua cor original?
Ela é sem dúvida a mais atraente de todas as pontes do Recife e liga o bairro de Santo Antônio ao da Boa Vista. A Ponte da Boa Vista teve sua origem no tempo dos holandeses. No início era de madeira mas, no século 19, recebeu os gradis de ferro fabricados na Inglaterra. Já se passaram 134 anos e ela se tornou um dos cartões postais da cidade. O equipamento histórico tem várias faces e muda de cor de acordo com a preferência da gestão municipal. Já foi vermelha, azul, verde e amarela. A atual pintura, mistura o amarelo com vermelho e detalhes em azul nas laterais do gradil. A falta de identidade vem levantando discussões a respeito do uso indiscriminado de cores na ponte secular. Afinal qual seria a sua cor original?
A atual pintura é amarela e vermelha. Mas já foi azul, verde... Não há uma cor definida Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press |
O arquiteto José Luiz da Mota Menezes tem uma teoria. Ele acredita que a ponte deveria ter as mesmas cores comuns na época. "São cores que até hoje a gente encontra em Paris. Originalmente os ferros eram da cor carmim, um vermelho escuro, ou pintados de grafites com detalhes em dourado", contou. Descobrir a cor original, segundo o também arquiteto Jorge Tinoco, do Centro de Estudos e Conservação Integrada (Ceci), não será uma tarefa fácil, uma vez que a ponte, segundo ele, foi toda raspada há duas décadas. "Talvez uma prospecção nos ornatos ou fotografias antigas. Do contrário, ela ficará à mercê do humor do arquiteto que estiver de plantão", criticou.
A escolha das cores, segundo o diretor de manutenção da Empresa de Limpeza e Manutenção Urbana (Emlurb), Fernando Melo, é feita com ajuda de simulações no computador. "Acho que essa discussão sobre o uso das cores na ponte pode ser perfeitamente ampliada.A pintura tem uma função importante na proteção do ferro por se tratar de um equipamento que fica muito exposto à maresia e recebe várias camadas de tinta", explicou o diretor da Emlurb, que disse não saber qual a cor original da ponte.
A escolha das cores, segundo o diretor de manutenção da Empresa de Limpeza e Manutenção Urbana (Emlurb), Fernando Melo, é feita com ajuda de simulações no computador. "Acho que essa discussão sobre o uso das cores na ponte pode ser perfeitamente ampliada.A pintura tem uma função importante na proteção do ferro por se tratar de um equipamento que fica muito exposto à maresia e recebe várias camadas de tinta", explicou o diretor da Emlurb, que disse não saber qual a cor original da ponte.
Foto: Alexandre Gondim/DP/D.A Press |
Investimento - A pintura da Ponte da Boa Vista está incluída no plano Recife em Ação. Outras 10 pontes e 25 pontilhões que cortam rios e canais também foram pintados. O investimento é de R$ 1,3 milhão. A ação ainda prevê mais 11 pontes. A iniciativa faz parte do plano "Recife em Ação", que já deu um novo colorido a mais dez pontes e 25 pontilhões que cortam os rios e canais da capital pernambucana. Com um investimento de R$ 1,3 milhão, a ação também está prevista em mais 11 pontes. "Antes de iniciarmos o trabalho, os técnicos da Emlurb fazem um estudo para saber quais as cores são mais adequadas para cada equipamento", justificou. Entre as pontes já contempladas estão a Buarque de Macedo, Maurício de Nassau, Princesa Isabel e Ponte Giratória. Os acessos às zonas Sul e Oeste também foram contemplados, a exemplo das pontes Paulo Guerra, Agamenon Magalhães, Motocolo, Joaquim Cardozo e Cândido Pinto.
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